Carboidratos:
transportadores intracelular de glicose
Para entender o
transporte intracelular de qualquer molécula é preciso relembrar a estrutura e
papel da membrana celular. A membrana celular é uma fina película composta de
lipídios e proteínas, incluído glicolipidios e glicoproteínas. Não é rígida ou
impermeável, mas móvel e dinâmica. Além de ser responsável pela integridade
estrutural da célula exerce também a função de barreira (controle do que entra
e sai da célula). A composição química é importante para a função de
controle do fluxo de solvente e soluto específicos em quantidades necessárias
ao metabolismo das células. Portanto, a membrana citoplasmática
tem permeabilidade seletiva ou semipermeabilidade. Moléculas
pequenas apolares (como O2 e CO2) e aquelas polares
não carregadas (como ureia e etanol) passam através da membrana por difusão
simples, ou seja, sem a necessidade de um transportador (proteínas de
membrana). O Transporte de moléculas maiores e polares como aminoácidos e
açúcares precisa do envolvimento das proteínas de membrana que funcionam como
carreadoras ou transportadoras. As proteínas transportadoras são específicas e
agem por dois mecanismo: transporte simples do tipo difusão facilitada ou transporte
ativo. A difusão facilitada permite o transporte através da membrana saindo de
um meio de maior concentração molecular na direção de um de menor concentração,
sendo assim um transporte que não há consumo de Adenosina Trifosfato (ATP).
Os transportadores
de glicose ou GLUT são proteínas membranares, de aproximadamente 500
aminoácidos, que permitem o fluxo intracelular de glicose, por difusão
facilitada, e que são órgão específicos, ou seja determinados tipo só é
encontrado em determinado órgão e sua função pode ser dependente ou não da ação
da insulina. São uma super família de facilitadores de transporte
membranar diferenciados pelo número (exemplo GLUT1, GLUT 2, GLUT 4 e GLUT 17).

O GLUT 4 tem a sua função regulada pela insulina, está presente no tecido
muscular e adiposo. Na célula em repouso localiza-se
principalmente no compartimento intracelular (vesícula) e a ligação da insulina
ao seu recepetor na membrana celular é que determina a movimentação do GLUT4
deste compartimento, e sua translocação em direção à membrana plasmática
aumentando assim a captação de glicose, participando de forma
importante no controle da homeostase glicêmica em nível tecidual e plasmático .
Esse mecanismo torna a captação de glicose em músculo e tecido adiposo dependente
da transmissão do sinal insulínico. Os demais GLUT são proteínas já presentes
na membrana celular e não dependem do estímulo insulínico.
Edilma Maria de Albuquerque Vasconcelos
Referências
Baynes, J W; Dominiczak, MH. Bioquímica Médica. Tradução
da 2ª Edição. Elsevier, Rio de Janeiro 2002.
Machado, U F. Transportadores de Glicose. Arq
Bras Endocrinol Metab vol 42 n° 6, Dezembro de 1998. Disponível em https://www.scielo.br/j/abem/a/5LzBWQgnRNgjmfTmYnHtJgB/?format=pdf&lang=pt.
Acessado em 21 de março de 2024.
Machado, UF; Schaan BD; Seraphim, PM.Transportadores de glicose na síndrome metabólica. Arq Bras Endocrinol Metab vol 50 n° 2, Abril de 2006.
Disponível em Disponível
em https://www.scielo.br/j/abem/a/R9hVfvrF4ZhXymckcPHwfpp/?format=pdf&lang=pt.
Acessado em 21 de março de 2024.
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