CARBOIDRATOS: DIGESTÃO
Para melhor compreender o processo de digestão de qualquer alimento é necessário relembrar conceitos básicos. Ingestão é a entrada do alimento no organismo; digestão é o conjunto de transformação sofrida pelo alimento seja mecânica ou química (transforma os alimentos em moléculas, sendo as enzimas as principais catalizadoras desse processo); absorção é passagem das moléculas para a corrente sanguínea; distribuição é oferta das moléculas às células.
É preciso lembrar que o amido é a
principal forma de carboidrato presente nos alimentos. Além disso temos a frutose, lactose
e sacarose. Exemplos de alimentos
que contêm carboidratos: arroz; pão; pizza; tubérculos como batata e beterraba; macarrão, frutas como melão, melancia; m
A digestão mecânica dos alimentos
tem início na boca e é realizada pelos dentes, transformando-os em menores pedaços. A digestão
química dos carboidratos tem início na boca pela ação da enzima chamada
alfa-amilase ou amilase salivar que é produzida pelas glândulas salivares. Essa
enzima catalisa a hidrólise de carboidratos que possuem ligação glicosídica do
tipo alfa-1,4. Lembrando que o amido, um polissacarídeo, possui ligação
glicosídica tanto do tipo alfa-1,4 quanto alfa-1,6. Portanto nessa etapa o amido será
quebrado em moléculas podendo ser monossacarídeo (glicose) e oligossacarídeos
(maltose, dextrina, dextrina limite) ou permanecer como polissacarídeo.
Aproximadamente 5% da digestão ocorre na boca. Portanto, nessa etapa apenas ligação glicosídica do tipo alfa-1,4 serão quebradas.
Pelo processo de deglutição, a
digestão continua no estômago por meio da amilase salivar que veio da boca, mas
lembrando que o pH muito baixo levará a inativação dessa enzima. Aproximadamente
20% a 40% dos carboidratos que
vieram da boca é digerido pela alfa-amilase no estômago. Contrações
das fibras musculares da parede estomacal ocasionará o processo digestivo
mecânico (movimentos peristálticos, mistura as partículas dos alimentos com secreções
gástricas e movimenta o carboidrato (quimo) para a parte inferior do estômago e
da válvula pilórica. Logo, nessa etapa também
No intestino os movimentos peristálticos continuam movendo o
quimo. Os carboidratos que não foram digeridos ou foram apenas parcialmente
digeridos na boca e estômago serão digeridos no intestino. O pâncreas secreta a
amilase pancreática no intestino delgado e essa enzima continua catalisando a
hidrólise de ligação glicosídica do tipo alfa-1,4. As células intestinais
produzem enzimas chamadas dextrinases que catalisam a hidrólise de ligação
glicosídica do tipo alfa-1,6 e dissacaridases que catalisam a hidrólise de ligação
glicosídica do tipo alfa-1,4 dos dissacarídeos. A hidrólise dos dissacarídeos
irá produzir monossacarídeos glicose, galactose ou frutose, que é a forma de
absorção dos carboidratos. Portanto, os carboidratos são absorvidos na forma de
monossacarídeos. Aproximadamente 50 a
80% da digestão do amido ocorre no intestino (duodeno). Nessa etapa são hidrolisadas ligações glicosídicas tanto do tipo alfa-1,4 quanto alfa-1,6. Deficiência da lactase,
dissacaridase responsável pela digestão da lactose, leva a intolerância à lactose.
A celulose forma a parede celular dos vegetais, por isso é o carboidrato
que tem mais abundancia na natureza. É um polímero de glicose formado por ligação
glicosídica do tipo beta (até 15 mil resíduos de glicose). Ela um
polissacarídeo resistente à catálise da hidrólise realizada pelas enzimas
digestivas humanas, porque possuem ligação glicosídica do tipo beta, porém uma parte é fermentada pelas bactérias
intestinais. As fibras estão presentes na dieta através das folhas, sementes e
cascas de frutas que são importantes para estimular a motilidade intestinal, contribuir
com a consistência normal das fezes ( prevenindo diarreia e a constipação
intestinal), eliminar o excesso de glicose e lípides. As fibras também possuem
efeito bifidogênico, isto é, estimulam o crescimento das bifidobactérias que
suprimem a atividade de outras bactérias, que são putrefativas e podem formar
substâncias tóxicas.
Edilma Maria de Albuquerque Vasconcelos
Referência
Referência
CAMPBELL,
Mary K.; FARRELL, Shawn O. Bioquimica. São Paulo: Thomson Learning, tradução da
5ª edição, 2007.
HARVEY,
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Artmed, 2012.
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VOET,
Donald; VOET, Judith G.; PRATT, Charlotte W. Fundamentos de bioquímica: a
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