sexta-feira, 18 de outubro de 2019

Profilaxia Pré-Exposição (PrEP) à infecção pelo HIV


O Brasil foi um dos primeiros países a adotar políticas públicas de saúde visando a melhoria do tratamento de pacientes infectados pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV). A Lei federal n. 9.313/96 de 13 de novembro de 1996 garante aos indivíduos com o HIV o acesso universal e gratuito aos  antirretrovirais distribuídos no Brasil através do Sistema Único de Saúde.
De acordo com Protocolo Clínico E Diretrizes Terapêuticas Para Profilaxia Pré-Exposição (Prep) De Risco À Infecção Pelo HIV, do Ministério da Saúde (2018), no Brasil a prevalência da infecção pelo HIV, na população geral, encontra-se em 0,4%, enquanto alguns segmentos populacionais demonstram prevalências de HIV mais elevadas, tais como:   gays, homens que fazem sexo com homens, pessoas que usam drogas, profissionais do sexo e pessoas trans. Fica muito clara a necessidade de medidas preventiva que possam diminuir essa incidência.
A profilaxia Pré-Exposição (PrEP) à infecção pelo HIV consiste no uso preventivo de medicamentos antirretrovirais antes da exposição sexual ao vírus e usa a combinação de dois medicamentos (tenofovir e ericitrabina) em um único comprimido. Esses medicamentos deverão ser prescritos para populações em situação de maior vulnerabilidade e que tenham práticas de maior risco para infecção sexual pelo HIV, como: a) Gays e homens que fazem sexo com homens; b) Travestis e transexuais; c) Trabalhadores(as) do sexo; d) Casais sorodiferentes (quando um já tem o vírus e o outro não). A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda este tipo de abordagem desde 2012, no Brasil desde dezembro de 2017 o Sistema ùnico de Saúde-SUS passou a disponibilizar este serviço. O Brasil é o primeiro país da América Latina a implantar a PrEP como estratégia de prevenção ao HIV, por meio de uma política pública de saúde voltada às populações-chaves.  
Segundo dados do Ministério da Saúde de 30 de setembro de 2019 temos apenas 9.211 pessoas em uso de PrEP pelo SUS em todo país e  33% descontinuaram o tratamento em algum momento.
A Diretriz aponta que há maior descontinuidade da profilaxia no período inicial de uso e que a maior vulnerabilidade social parece influenciar negativamente a adesão. No  Brasil, ter menor nível socioeconômico aumentou a chance de não adesão. Similarmente, em dois estudos nos Estados Unidos foi encontrada pior adesão em indivíduos como menor percepção do risco de infecção. Portanto, deve-se desenvolver estratégias para aumentar o vínculo com os serviços, quanto para identificar indivíduos mais vulneráveis à não adesão e apoiá-los no uso cotidiano do medicamento. A informação e o conhecimento do usuário sobre a terapêutica é de fundamental importância para a adesão ao tratamento, via de consequência maior probabilidade de eficácia. Entre as formas de intervenção que visa conhecimento/informação/orientação ao usuário tem-se a Educação em Saúde , que é uma das ferramentas utilizadas na Atenção Farmacêutica.
A PreP tem sido globalmente considerada estratégica e promissora no controle da epidemia do HIV. Contudo, faz-se necessária transpor o conhecimento acumulado pelos estudos de eficácia para a realidade dos serviços e das populações para aumentar a cobertura de atendimento.

Autora: Edilma Maria de Albuquerque Vasconcelos.
Fontes consultadas:

Acessado em 18 de 10 de 2019
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Acessado em 18 de 10 de 2019
Acessado em 18 de 10 de 2019



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