O Brasil foi
um dos primeiros países a adotar políticas públicas de saúde visando a melhoria
do tratamento de pacientes infectados pelo vírus da imunodeficiência humana
(HIV). A Lei federal n. 9.313/96 de 13 de novembro de 1996 garante aos
indivíduos com o HIV o acesso universal e gratuito aos antirretrovirais
distribuídos no Brasil através do Sistema Único de Saúde.
De acordo com
Protocolo Clínico E Diretrizes Terapêuticas Para Profilaxia Pré-Exposição
(Prep) De Risco À Infecção Pelo HIV, do Ministério da Saúde (2018), no Brasil a
prevalência da infecção pelo HIV, na população geral, encontra-se em 0,4%,
enquanto alguns segmentos populacionais demonstram prevalências de HIV mais
elevadas, tais como: gays, homens que fazem sexo com homens,
pessoas que usam drogas, profissionais do sexo e pessoas trans. Fica muito
clara a necessidade de medidas preventiva que possam diminuir essa incidência.
A profilaxia Pré-Exposição (PrEP) à infecção pelo HIV consiste no uso
preventivo de medicamentos antirretrovirais antes da exposição sexual ao vírus
e usa a combinação de dois medicamentos (tenofovir e ericitrabina) em um único
comprimido. Esses medicamentos deverão ser prescritos para populações em situação de maior
vulnerabilidade e que tenham práticas de maior risco para infecção sexual
pelo HIV, como: a) Gays e homens que fazem sexo com homens; b) Travestis e
transexuais; c) Trabalhadores(as) do sexo; d) Casais sorodiferentes (quando um
já tem o vírus e o outro não). A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda
este tipo de abordagem desde 2012, no Brasil desde dezembro de 2017 o Sistema
ùnico de Saúde-SUS passou a disponibilizar este serviço. O Brasil é o primeiro país da América Latina a implantar a PrEP como
estratégia de prevenção ao HIV, por meio de uma política pública de saúde
voltada às populações-chaves.
Segundo dados
do Ministério da Saúde de 30 de setembro de 2019 temos apenas 9.211 pessoas em
uso de PrEP pelo SUS em todo país e 33% descontinuaram o tratamento em
algum momento.
A Diretriz
aponta que há maior descontinuidade da profilaxia no período inicial de uso e
que a maior vulnerabilidade social parece influenciar negativamente a adesão. No Brasil,
ter menor nível socioeconômico aumentou a chance de não adesão. Similarmente,
em dois estudos nos Estados Unidos foi encontrada pior adesão em indivíduos
como menor percepção do risco de infecção. Portanto, deve-se desenvolver
estratégias para aumentar o vínculo com os serviços, quanto para identificar
indivíduos mais vulneráveis à não adesão e apoiá-los no uso cotidiano do
medicamento. A informação e o conhecimento do usuário sobre a terapêutica é de
fundamental importância para a adesão ao tratamento, via de consequência maior probabilidade de eficácia. Entre
as formas de intervenção que visa conhecimento/informação/orientação ao usuário
tem-se a Educação em Saúde , que é uma das ferramentas utilizadas na Atenção
Farmacêutica.
A PreP tem sido globalmente considerada estratégica e promissora no controle da epidemia do HIV. Contudo, faz-se necessária transpor o conhecimento acumulado pelos estudos de eficácia para a realidade dos serviços e das populações para aumentar a cobertura de atendimento.
A PreP tem sido globalmente considerada estratégica e promissora no controle da epidemia do HIV. Contudo, faz-se necessária transpor o conhecimento acumulado pelos estudos de eficácia para a realidade dos serviços e das populações para aumentar a cobertura de atendimento.
Autora: Edilma Maria de Albuquerque Vasconcelos.
Fontes consultadas:
Acessado em 18 de 10 de 2019
Acessado em 18 de 10 de 2019
Acessado em 18 de 10 de 2019
Acessado em 18 de 10 de 2019