A ciência já começa a usar dados do mapeamento genético humano para criar cardápios personalizados. Este conhecimento pode se tornar um recurso para prevenir e tratar doenças identificadas nos genes de cada indivíduo.
A Nutrigenômica considera os estudos de interação funcional e dos componentes dos alimentos com o genoma, a nível molecular, celular e sistêmico, e tem por finalidade auxiliar a prevenção e o tratamento de doenças, por meio da alimentação. "Essa ciência sugere que todas as soluções para se viver mais e melhor está em um cardápio alimentar capaz de interferir na atuação dos genes de cada pessoa. Como o genoma de cada indivíduo é único, cada pessoa terá uma dieta personalizada", indica Dra, Lucia Regina Ribeiro.
Na prática, os alimentos passariam a ser receitados, literalmente, como remédios. "Porém, para que isso se torne realidade, é preciso, antes, que se entenda melhor de que forma os compostos bioativos dos alimentos interagem com nosso genoma."
O trabalho da Nutrigênomica, então, é o de identificar os genes que, se ativados, poderão desencadear os processos que levam ao desenvolvimento dos mais diversos males. Feito isso, será possível evitar ou anular esses mecanismos pelo simples ato de comer o alimento cuja propriedade atue diretamente no gene controlador.
"Há 50 anos, não eram os testes genéticos que mostravam isso. Mas, hoje, a doença e a prescrição dietética se encaixam perfeitamente na Nutrigenômica", destaca Dra. Lucia. De acordo com ela, cerca de mil genes humanos ligados a doenças já foram identificados, assim como os nutrientes que têm ação sobre eles. Para isso, é preciso decifrar o código genético de cada indivíduo. Ele contém todas as informações necessárias para a manutenção do corpo humano.
Munidos desses dados, os pesquisadores poderão prescrever uma dieta exclusiva para que um indivíduo não desenvolva câncer, diabetes, doenças cardiovasculares, entre outras "A boa notícia é que o caminho para chegar ao cardápio perfeito está bem próximo. Isso será uma realidade em alguns anos, graças aos avanços desta ciência", prevê Drª Lucia.
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