Estudo publicado no ano de 2009 avaliou a importância do papel que as Espécies Reativas de Oxigênio (EROs), geradas por monócitos circulantes, desempenham na gênese do processo inflamatório das lesões ateroscleróticas, em indivíduos hiperlipidêmicos sem tratamento farmacológico. Analisando hipercolesterolêmicos primários e hiperlipidêmicos combinados, comparativamente ao grupo controle (indivíduos normolipidêmicos), percebeu-se que ambos os hiperlipidêmicos apresentavam altos níveis de geração de EROs por monócitos circulantes e elevados níveis plasmáticos de LDL oxidado. Os hiperlipidêmicos combinados apresentavam baixos níveis de LDL colesterol e insulina, além disso, uma correlação positiva significante entre a geração EROs por monócitos e concentrações de LDL oxidado foi encontrada, quando os dados do grupo controle e dos hiperlipidêmicos foram agrupados. Este estudo conclui que, possivelmente, a geração de EROs por monócitos em indivíduos hiperlipidêmicos leve ao estresse oxidativo, favorecendo a aterogênese.
Autora: Lia de Albuquerque Vasconcelos
Revisão: Edilma Maria de Albuquerque Vasconcelos
Referência: Clinical Biochemistry, volume 42: 1222-27, 2009. Reactive oxygen species generation in peripheral blood monocytes and oxidized LDL are increased in hyperlipidemic patients
Imagem: http://saude-joni.blogspot.com/2009/12/colesterol.html
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