segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Medicina Complementar, uma realidade do cotidiano

A OMS define medicina tradicional como práticas, enfoques, conhecimentos e princípios sanitários diversos que incorporam medicinas baseadas em plantas, animais e/ ou minerais, terapias espirituais, técnicas manuais e exercícios aplicados de forma individual ou em combinação para manter o bem estar, além de tratar, diagnosticar e prevenir as enfermidades, tendo como vertentes as Medicinas Complementares/Alternativas, Medicina Tradicional Chinesa, Medicina Ayurvédica, entre outras. Ao contrário da Medicina Convencional/Científica, a medicina complementar é uma prática que leva as pessoas a participarem e responsabilizarem-se com a sua saúde.

A doutrina que lhes dá suporte, concebe o ser humano como integral, respeitando a relação de interdependência complexa existente entre o corpo, a mente e o espírito. Prioriza o bem estar de uma forma ampla, utilizando técnicas integrativas e sistêmicas de forma multidimensional, valorizando o estilo de vida, a dieta, os exercícios, o repouso, o lazer, o prazer, o ambiente que o cerca e o equilíbrio emocional e espiritual na obtenção da saúde.

A prática da Medicina Complementar possui um enraizamento cultural advindo em grande parte dos povos indígenas, da Medicina Chinesa e Ayurvédica que possuem cerca de 5.000 anos de história. Durante séculos os tratamentos terapêuticos eram derivados das crenças de cada cultura e muitas vezes de explicações mágicas, que foram transformando-se no decorrer dos anos até chegar nas técnicas utilizadas atualmente.

O fato é que a procura pelas técnicas da Medicina Complementar é cada vez maior, sendo aplicadas de forma multidisciplinar através do uso da fitoterapia, as dietas especiais, a técnicas da medicina chinesa, a homeopatia, as massagens, entre outras. Consolidando essa tendência foi implantado em 2006 a Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC) no Sistema Único de Saúde (SUS) em São Paulo. Dentre as terapias aprovadas para serem utilizadas no SUS estão: acupuntura, homeopatia, fitoterapia e termalismo social/crenoterapia.

Desta forma tornou-se acessível o uso dessas terapias a todas as classes sociais, disponibilizando aos seus usuários recursos naturais que propiciam o equilíbrio necessário para se manter a saúde. O importante como tudo na vida é usar de bom senso, não desprezando o avanço que obtivemos com o desenvolvimento da Medicina Convencional/Científica, mas também aliando os benefícios que as técnicas da Medicina Complementar oferecem.


Autora: Marcia Araujo Rebelo

Revisão: Lia de Albuquerque Vasconcelos

Referências: Saúde Soc. São Paulo, v.19, n.3, p.497-508, 2010 . Medicina Complementar no SUS: práticas integrativas sob a luz da Antropologia médica

http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/pnpic.pdf

OMS, Organizción Mundial de la Salud Ginebra. Estrategia de la OMS sobre medicina tradicional 2002-2005.

Imagem: http://www.reportajes.org/2010/04/20/que-es-la-medicina-alternativa/

"EROs", o deus do estresse oxidativo


Estudo publicado no ano de 2009 avaliou a importância do papel que as Espécies Reativas de Oxigênio (EROs), geradas por monócitos circulantes, desempenham na gênese do processo inflamatório das lesões ateroscleróticas, em indivíduos hiperlipidêmicos sem tratamento farmacológico. Analisando hipercolesterolêmicos primários e hiperlipidêmicos combinados, comparativamente ao grupo controle (indivíduos normolipidêmicos), percebeu-se que ambos os hiperlipidêmicos apresentavam altos níveis de geração de EROs por monócitos circulantes e elevados níveis plasmáticos de LDL oxidado. Os hiperlipidêmicos combinados apresentavam baixos níveis de LDL colesterol e insulina, além disso, uma correlação positiva significante entre a geração EROs por monócitos e concentrações de LDL oxidado foi encontrada, quando os dados do grupo controle e dos hiperlipidêmicos foram agrupados. Este estudo conclui que, possivelmente, a geração de EROs por monócitos em indivíduos hiperlipidêmicos leve ao estresse oxidativo, favorecendo a aterogênese.

Autora: Lia de Albuquerque Vasconcelos

Revisão: Edilma Maria de Albuquerque Vasconcelos

Referência: Clinical Biochemistry, volume 42: 1222-27, 2009. Reactive oxygen species generation in peripheral blood monocytes and oxidized LDL are increased in hyperlipidemic patients

Imagem: http://saude-joni.blogspot.com/2009/12/colesterol.html

sábado, 13 de agosto de 2011

Nutrigenômica. Afinal, o que é isso?




A ciência já começa a usar dados do mapeamento genético humano para criar cardápios personalizados. Este conhecimento pode se tornar um recurso para prevenir e tratar doenças identificadas nos genes de cada indivíduo.

A Nutrigenômica considera os estudos de interação funcional e dos componentes dos alimentos com o genoma, a nível molecular, celular e sistêmico, e tem por finalidade auxiliar a prevenção e o tratamento de doenças, por meio da alimentação. "Essa ciência sugere que todas as soluções para se viver mais e melhor está em um cardápio alimentar capaz de interferir na atuação dos genes de cada pessoa. Como o genoma de cada indivíduo é único, cada pessoa terá uma dieta personalizada", indica Dra, Lucia Regina Ribeiro.

Na prática, os alimentos passariam a ser receitados, literalmente, como remédios. "Porém, para que isso se torne realidade, é preciso, antes, que se entenda melhor de que forma os compostos bioativos dos alimentos interagem com nosso genoma."

O trabalho da Nutrigênomica, então, é o de identificar os genes que, se ativados, poderão desencadear os processos que levam ao desenvolvimento dos mais diversos males. Feito isso, será possível evitar ou anular esses mecanismos pelo simples ato de comer o alimento cuja propriedade atue diretamente no gene controlador.

"Há 50 anos, não eram os testes genéticos que mostravam isso. Mas, hoje, a doença e a prescrição dietética se encaixam perfeitamente na Nutrigenômica", destaca Dra. Lucia. De acordo com ela, cerca de mil genes humanos ligados a doenças já foram identificados, assim como os nutrientes que têm ação sobre eles. Para isso, é preciso decifrar o código genético de cada indivíduo. Ele contém todas as informações necessárias para a manutenção do corpo humano.

Munidos desses dados, os pesquisadores poderão prescrever uma dieta exclusiva para que um indivíduo não desenvolva câncer, diabetes, doenças cardiovasculares, entre outras "A boa notícia é que o caminho para chegar ao cardápio perfeito está bem próximo. Isso será uma realidade em alguns anos, graças aos avanços desta ciência", prevê Drª Lucia.

Autora: Valquíria Miwa hanai Yoshida

Referência: Palestra”Nutrigenômica” ministrada pela Drª Lúcia Regina Ribeiro da European Nutrigenomic Organization(NUGO), coordenadora da Rede Brasileira de Nutrigenômica e professora do Programa de Pós-Graduação em Patologia da Faculdade de Medicina da Universidade Estadual Paulista (Unesp), em Botucatu, SP em 28/07/2011.

Imagem: http://www.senado.gov.br

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Valentes, não indestrutíveis...


Pesquisas recentes reafirmam dados preocupantes: mais pessoas morrem anualmente de doenças cardiovasculares (DCV) do que de qualquer outra causa.

As DCV são número um na lista de causas de morte, em 2004 representou 29% delas, matando mais de 16 milhões de pessoas. Dentre essas doenças, as duas mais freqüentes são infarto agudo do miocárdio e a doença arterial coronariana.

Os números esperados para 2030 alertam tanto quanto os atuais. A tendência é que a quantidade de vítimas das DCV suba para aproximadamente 23 milhões e atinja, em larga escala, as áreas do oeste Mediterrâneo e o sudoeste da Ásia, principalmente em cidades menores, 82% das mortes causadas por esse mal ocorrem lá, afetando igualmente a homens e mulheres.e dentre essas doenças as duas mais frequentes

Autora: Lia de Albuquerque Vasconcelos

Revisão: Edilma Maria de Albuquerque Vasconcelos

Referências:

WHO: http://www.who.int/mediacentre/factsheets
imagem: www.lookfordiagnosis.com