segunda-feira, 2 de julho de 2018

Sua solidariedade faz a diferença: doe sangue



Doação de sangue


"Por vezes sentimos que aquilo que fazemos não é senão uma gota de água no mar. Mas o mar seria menor se lhe faltasse uma gota."
Madre Teresa de Calcutá












Autora: Bruna Vilela dos Santos 
Aluna do Curso de Farmácia da Uniso

terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

Energia que dá assas?


Estimulantes do sistema nervoso central, os energéticos muitas vezes são utilizados para melhorar a capacidade de concentração, formulação de pensamentos, desempenho da capacidade motora, cansaço e redução da sonolência.
Um grande exemplo de substância estimulante é a cafeína, substância natural encontrada no café, em chás, chocolates, refrigerantes e energéticos (como o RedBull®). Sua descoberta provém da Era Paleolítica, em meados de 700 mil anos a.C., na Etiópia, porém seu consumo iniciou na Península Arábica com as primeiras plantações de café. Alguns religiosos passaram a consumir essa bebida afim de combater a sonolência durante longos períodos de rezas.
Mesmo com seu consumo aumentando significamente, o café ainda não era considerado bebida nobre, ao contrario do chá. Somente em meados do século XVI, foi reconhecido como bebida intelectual na Europa. Com isso ganhou o Mundo, sendo a bebida mais consumida atualmente.
O uso concomitante de bebidas alcoólicas, principalmente destiladas, com bebidas energéticas reduzem o dos efeitos depressores do álcool, possivelmente pela ação estimulante da cafeína no córtex cerebral, e por isso os efeitos essas associações tornaram-se atrativos para jovens e adolescentes, aumentando significamente a ingestão a larga escala por essa faixa etária. Diante disso, a indústria investiu fortemente na produção de bebidas energéticas, e seu uso foi atrelado também às bebidas alcoólicas em momentos de recreação. No entanto, esse cenário é preocupante, uma vez que, há relatos de jovens que foram hospitalizados com taquiarritmias e alguns foram a óbito por conta da toxicidade da cafeína.
Mesmo com o andamento de inúmeras pesquisas no Mundo relacionando os efeitos dessa substancia no organismo humano, sabe-se que a cafeína age como droga estimulante, a partir do antagonismo à adenosina, impedindo-a de diminuir a vasodilatação, atividade neuronal, pressão arterial e temperatura corporal. Pode atuar também sobre a concentração plasmática da dopamina (neurotransmissor relacionado ao prazer), e ao cessar abruptamente seu uso, pode ocorrer dependência física. Mesmo sendo de menor intensidade, pode-se dizer que este mecanismo de ação é o mesmo da heroína, anfetaminas e cocaína. A cafeína também interfere na ligação da substância GABA (ácido gama aminobutírico) com os seus receptores, impedindo que o mesmo exerça seu papel inibitório, gerando um quadro de stress psicológico, e com isso, o risco doenças cardiovasculares aumenta.
O efeito do uso dessa bebida no sistema respiratório pode gerar modificações na concentração de gás carbônico nos centros respiratórios superiores, aumentando diretamente a intensidade e frequência da respiração. Já quando tem sua ação na periferia, a cafeína exerce um efeito inibitório dobre a respiração.
Mesmo diante de tantos efeitos do uso de estimulantes em seres humanos, especialmente a cafeína, deve ocorrer uma maior prudência na ingestão desse tipo bebida pelos indivíduos, uma vez que, ainda não estão totalmente comprovados todos os efeitos de estimulantes no organismo do ser humano e muitas vezes sua produção excede a quantidade recomendada por agencias de vigilância.
Vale salientar que a cafeína, ao contrário do que muitos imaginam, possui diferentes usos clínicos tais como: tratamento de cefaleia após anestesia subaracnóidea (cafeína com benzoato de sódio), apneia em neonatos prematuros (citrato de cafeína) além de estar presente em associações medicamentosas (analgésicos e anti-inflamatórios). Portanto, devemos lembar, que quando bem indicada ela trará benefícios.

“As drogas me deram asas para voar, depois me tiraram o céu...” John Lennon

Autora: Jessica Caroline Lopes

Revisão: Edilma Maria de Albuquerque Vasconcelos

Fontes consultadas:

Daniel   Trabulo,       Susana   Marques,       Ermelinda   Pedroso. Caffeinated energy drink intoxication.    BMJ Case Reports 2011:  1-4.
Daniel Vargas Pivato de Almeida; Nara Kobbaz Pereira; Dalmo Antonio Ribeiro Moreira. Efeitos Cardiovasculares da cafeína:  revisão de literatura.Revista Ciências em Saúde v3, n2, abr–jun 2013: 1-15.
Joelia Marques de Carvalho; Geraldo Arraes Maia; Paulo H.M. de Sousa; Sueli Rodrigue. Perfil dos principais componentes em bebidas energéticas: cafeína, taurina, guaraná e glucoronolactona. Rev Inst Adolfo Lutz, 65(2), 2006: 78-85.