segunda-feira, 19 de novembro de 2018
segunda-feira, 2 de julho de 2018
Sua solidariedade faz a diferença: doe sangue
Doação de sangue
"Por vezes sentimos que aquilo que fazemos não é senão uma gota de água no mar. Mas o mar seria menor se lhe faltasse uma gota."
Madre Teresa de Calcutá
Aluna do Curso de Farmácia da Uniso
terça-feira, 20 de fevereiro de 2018
Energia que dá assas?
Estimulantes do sistema nervoso
central, os energéticos muitas vezes são utilizados para melhorar a capacidade
de concentração, formulação de pensamentos, desempenho da capacidade motora,
cansaço e redução da sonolência.
Um grande exemplo de substância
estimulante é a cafeína, substância natural encontrada no café, em chás,
chocolates, refrigerantes e energéticos (como o RedBull®). Sua descoberta
provém da Era Paleolítica, em meados de 700 mil anos a.C., na Etiópia, porém seu
consumo iniciou na Península Arábica com as primeiras plantações de café. Alguns
religiosos passaram a consumir essa bebida afim de combater a sonolência durante
longos períodos de rezas.
Mesmo com seu consumo aumentando significamente,
o café ainda não era considerado bebida nobre, ao contrario do chá. Somente em
meados do século XVI, foi reconhecido como bebida intelectual na Europa. Com
isso ganhou o Mundo, sendo a bebida mais consumida atualmente.
O uso concomitante de bebidas
alcoólicas, principalmente destiladas, com bebidas energéticas reduzem o dos
efeitos depressores do álcool, possivelmente pela ação estimulante da cafeína
no córtex cerebral, e por isso os efeitos essas associações tornaram-se
atrativos para jovens e adolescentes, aumentando significamente a ingestão a
larga escala por essa faixa etária. Diante disso, a indústria investiu
fortemente na produção de bebidas energéticas, e seu uso foi atrelado também às
bebidas alcoólicas em momentos de recreação. No entanto, esse cenário é preocupante,
uma vez que, há relatos de jovens que foram hospitalizados com taquiarritmias e
alguns foram a óbito por conta da toxicidade da cafeína.
Mesmo com o andamento de inúmeras
pesquisas no Mundo relacionando os efeitos dessa substancia no organismo humano,
sabe-se que a cafeína age como droga estimulante, a partir do antagonismo à
adenosina, impedindo-a de diminuir a vasodilatação, atividade neuronal, pressão
arterial e temperatura corporal. Pode atuar também sobre a concentração
plasmática da dopamina (neurotransmissor relacionado ao prazer), e ao cessar
abruptamente seu uso, pode ocorrer dependência física. Mesmo sendo de menor
intensidade, pode-se dizer que este mecanismo de ação é o mesmo da heroína,
anfetaminas e cocaína. A cafeína também interfere na ligação da substância GABA
(ácido gama aminobutírico) com os seus receptores, impedindo que o mesmo exerça
seu papel inibitório, gerando um quadro de stress psicológico, e com isso, o
risco doenças cardiovasculares aumenta.
O efeito do uso dessa bebida no
sistema respiratório pode gerar modificações na concentração de gás carbônico
nos centros respiratórios superiores, aumentando diretamente a intensidade e
frequência da respiração. Já quando tem sua ação na periferia, a cafeína exerce
um efeito inibitório dobre a respiração.
Mesmo diante de tantos efeitos do
uso de estimulantes em seres humanos, especialmente a cafeína, deve ocorrer uma
maior prudência na ingestão desse tipo bebida pelos indivíduos, uma vez que, ainda
não estão totalmente comprovados todos os efeitos de estimulantes no organismo
do ser humano e muitas vezes sua produção excede a quantidade recomendada por
agencias de vigilância.
Vale salientar que a cafeína, ao
contrário do que muitos imaginam, possui diferentes usos clínicos tais como:
tratamento de cefaleia após anestesia subaracnóidea (cafeína com benzoato de
sódio), apneia em neonatos prematuros (citrato de cafeína) além de estar
presente em associações medicamentosas (analgésicos e anti-inflamatórios). Portanto,
devemos lembar, que quando bem indicada ela trará benefícios.
“As drogas me deram asas para voar, depois me tiraram o céu...” John Lennon
Autora: Jessica Caroline Lopes
Revisão: Edilma
Maria de Albuquerque Vasconcelos
Fontes
consultadas:
Daniel Trabulo, Susana
Marques, Ermelinda Pedroso. Caffeinated energy drink
intoxication. BMJ Case Reports 2011: 1-4.
Daniel
Vargas Pivato de Almeida; Nara Kobbaz Pereira; Dalmo Antonio Ribeiro Moreira. Efeitos
Cardiovasculares da cafeína: revisão de
literatura.Revista Ciências em Saúde v3, n2, abr–jun 2013: 1-15.
Joelia Marques de Carvalho; Geraldo Arraes Maia;
Paulo H.M. de Sousa; Sueli Rodrigue. Perfil dos principais componentes em
bebidas energéticas: cafeína, taurina, guaraná e glucoronolactona. Rev Inst
Adolfo Lutz, 65(2), 2006: 78-85.
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