A vida.
Adoçar com açúcar ou adoçante?
...é, não adianta!
Nenhum desses adoçará bastante,
ficará sempre distante.
Esse doce, só se tem quando és amante,
das coisas da vida,
do sol ou da chuva abundante,
de uma folha seca,
até um diamante.”
Adoçar com açúcar ou adoçante?
...é, não adianta!
Nenhum desses adoçará bastante,
ficará sempre distante.
Esse doce, só se tem quando és amante,
das coisas da vida,
do sol ou da chuva abundante,
de uma folha seca,
até um diamante.”
Marco Paschoal
A preocupação e o
cuidado com a saúde tornaram-se evidentes na vida das pessoas na atualidade. As
dietas, tendo como base mudança para a de alimentos mais saudáveis, são
grandes passos para a melhoria da qualidade de vida e do bem estar. A
tecnologia colabora nesse processo lançando no mercado produtos que possam
auxiliar na saúde das pessoas, principalmente aquelas que detêm doenças
crônicas como o diabetes. Então, indo nessa direção, as indústrias passaram a
ofertar para o mercado consumidor uma grande quantidade de opções de adoçantes
(edulcorantes), que podem ser naturais ou artificiais.
O uso de adoçantes
artificiais (principalmente no Brasil) tais como a sacarina e o ciclamato vem
crescendo nos últimos tempos. No entanto, a ingestão indiscriminada de adoçantes
e a pouca informação sobre seu uso racional vem dando margem para um consumo
maior de alimentos e muito mais calorias. Certamente, tanto os diabéticos
quanto pessoas que desejam perder ou manter o peso foram beneficiadas pelo uso
de adoçantes, pois conseguiram reduzir o numero de calorias ingeridas por dia. Porém,
o problema está na falsa impressão de que os alimentos que não contem açúcar podem
ser consumidos livremente. Ao comer e beber alimento que possuem adoçantes de
forma exagerada, podemos estar nos condicionando a não computar as calorias
ingeridas, e com isso, engordando mais. Não esquecer que o adoçante pode não
ser calórico, mas o alimento ainda continua sendo.
Devido a esse uso
indiscriminado, pesquisas sobre os benefícios e riscos do uso de adoçantes vêm
sendo realizadas. Um grande exemplo disso são estudos sobre a sacrulose, um dos
adoçantes artificiais mais utilizados para fins industrial e pessoal. Inicialmente,
foi considerada segura para o uso, mas resultados recentes apontam sobre o
potencial que sua estrutura tem de gerar compostos tóxicos quando aquecidos, ou
seja, ao serem utilizados em sobremesas
quentes, como chás, cafés, bolos e tortas.
Dados observacionais
de algumas pesquisas no exterior sugerem que o consumo rotineiro de
edulcorantes não nutritivos pode estar associado a um aumento ao longo prazo do
índice de massa corporal (IMC) e risco elevado de doença cardiometabólica.
Pesquisas também relatam
que a
sacarina pode alterar a microbiota intestinal e induzir intolerância à glicose,
levantando questões sobre a contribuição dos adoçantes artificiais para a
epidemia global de obesidade e diabetes.
Segue abaixo alguns exemplos dos adoçantes mais
utilizados e a sugestão de ingestão máxima por dia:
Nome do
Edulcorante |
Poder Adoçante
|
Ingestão
Máxima/dia (mg/kg de peso corporal) |
Acessulfame K
|
200 vezes maior
que a sacarose (açúcar) |
9 a 15 mg/kg
|
Aspartame
|
200 vezes maior
que a sacarose (açúcar) |
40 mg/kg
|
Ciclamato
|
40 vezes maior
que o açúcar |
11 mg/kg
|
Sacarina
|
300 vezes maior
que o açúcar |
5 mg/kg
|
Stévia
|
300 vezes maior
que o açúcar |
5,5 mg/kg
|
Frutose
|
170 vezes maior
que o açúcar |
Não estabelecida
|
Lactose
|
0,15 vezes
maior que o açúcar |
Não estabelecida
|
Manitol
|
0,45 vezes
menor que o açúcar |
50 a 150 mg/kg
|
Sorbitol
|
0,5 vezes
menor que o açúcar |
Não estabelecida
|
Xilitol
|
Não estabelecida
|
|
Sucralose
|
600 a 800
vezes maior que o açúcar |
15 mg/kg
|
Maltodextrina
|
1,5 vez
maior que o açúcar |
Não estabelecida
|
Mesmo diante de
algumas comprovações, ainda há necessidade de novos estudos sobre o assunto para
comparar diferentes tipos, formulações, avaliar efeitos,
riscos e benefícios para a saúde do ser humano na substituição do açúcar por
adoçantes artificiais. Vale ressaltar que devemos ficar atento aos rótulos: verificar
se tem ou não calorias e quais os componentes da formulação. Alguns são ditos
naturais, mas para melhorar o sabor são misturados com os artificiais e podem
conter sódio (que deve ser consumido com cautela por hipertensos).
Autor: Jéssica Caroline Lopes
Revisão: Edilma Maria de Albuquerque Vasconcelos
Fontes consultadas:
1. Bernadene A.
Magnuson ,Ashley Roberts Earle R.
Nestmann. Critical review of the current literature on the safety of
sucralose.2017;1-32
2. Ellen Simone Paiva. Adoçantes artificiais: novos
limites, novas substâncias e benefícios ao nosso alcance. Food Ingredients Brasil.
No 5 – 2008.
3. Meghan B. Azad PhD. Nonnutritive sweeteners and cardiometabolic health: a systematic review and meta-analysis of randomized controlled trials and prospective cohort studies.2017;1-11.
4. Silvio Anunciação. Pesquisa
alerta para adição de sucralose em alimentos quentes. http://www.unicamp.br/unicamp/sites/default/files/jornal/paginas/ju_651_paginacor_03_web.pdf
5. Xiaoming Bian; Liang
Chi; Bei Gao; Pengcheng Tu; Hongyu Ru; Kun Lu. The artificial sweetener
acesulfame potassium affects the gut microbiome and body weight gain in CD-1
mice. PLOS ONE https://doi.org/10.1371/journal.pone.0178426 June 8, 2017.
6.Quadro: http://www.inmetro.gov.br/consumidor/produtos/adocantes.pdf
7. Poesia.:
https://www.pensador.com/frase/MTE0NTI1OA/